quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Reação

E não é que em apenas um dia de vida um blog já mexe com a gente?
Mostrei pra poucos amigos e fiz um tweet. E já teve reação que me fez pensar...

Acontece que publicar qualquer pensamento é uma forma de pôr a cara a tapa, mesmo que não seja sobre algo muito importante ou polêmico. E agora percebi que, à primeira vista, o nome vidinhanormalquesaco sugere uma postura negativa diante do cotidiano. E não é. Como bem observou minha querida Elisa, tem um "mal-humor engraçado" aqui. Digamos que é mais para ser rabugento do que raivoso. Meio azedinho, mas não amargo.

Daí me veio outro pensamento: e eu lá tenho que me justificar e explicar alguma coisa? Oras carambolas, o que eu quero aqui é apenas ter um espaço para escrever sem me policiar (pelo menos não tanto quanto costumo).

E acredito mesmo que fazendo isso (eu ou qualquer outra pessoa), principalmente se tivesse um alcance maior, posso gerar reações interessntes. Um exemplo: sinto que PRECISO sempre reclamar do Detran, ou usá-lo como exemplo. Para mencionar só um fato que me leva a essa quase obsessão: certa feita eu precisei resolver um problema por lá. Estava grávida, com um barrigão, e mesmo na fila preferencial perdi várias horas em vários dias, sim! vários dias! E acreditem: só finalizei o processo quando o bebê já tinha nascido. Com ele no colo, naquele calor infernal, ainda sofri algumas horas no atendimento preferencial. Mas o fato é que uma instituição como o Detran não precisa se preocupar com o atendimento ao "cliente". Ele não precisa nos tratar bem para garantir que voltaremos sempre. Ou seja, eles podem muito bem fingir que ali não são cidadãos, e sim criaturas que podem perder seu tempo, sua paciência, seu dinheiro, além de queimar o filme com o chefe por faltar a várias horas de trabalho. Ah, isso tudo depois de pagar horrores em impostos e multas ridículas.

Então, eu quero saber onde está a fiscalização deles quando um calhambeque que, de tão velho, ameaça a segurança nas ruas, desfilando por aí sem seus farois. Ou quando um motoboy quase atropela meu filho nas calçadas da quadra onde moro. Ou quando outro motoqueiro sobe uma tesourinha pela contra-mão só porque já passou da meia-noite.

E quero que todo mundo reclame muito e fale muito mal desse serviço tão essencial para ver se nosso imposto um dia vai ser revertido em fiscalização que signifique segurança, e não apenas desapareça por um ralo que ninguém consegue explicar. Assim, meu pequeno e modesto blog me dá a sensação de estar contribindo.

Por fim, como não sou apenas uma resmungona, informo que prentendo postar coisas bacanas que me deem vontade de compartilhar. Acho que vou criar uma coluna chamada "Que fofo", assim posso divertir os leitores de outro modo também! E você, vai deixar de ler só porque sou meio azedinha??

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Primeiro dia

Fiquei um tempão adiando esse momento. Não gosto muito de me expor, e sempre fico preocupada com a reação do outro. Pronto, essa é a primeira coisa irritante a mencionar aqui, e é sobre mim mesma. No momento, resolvi apertar o famoso botão do foda-se, e me perdoem já começar com palavrão, mas este blog é mesmo pra desabafos. Neste sentido, vai acabar sendo meio terapêutico, então convido você a jogar aqui também o que está te incomodando, porque eu vou postar o que me der na telha e não tô nem aí se você vai gostar ou não, ok?

Ontem, a decisão de começar a escrever surgiu de um inocente chat com uma amiga que estava igualmente de saco cheio de arrumar a mudança na casa nova. Acontece que, além de estar cercada de caixas e ter de arrumar tudo, ela tinha que esperar os terríveis prestadores de serviço de Brasília, que, quando não nos dão o cano, nos tratam feito idiotas porque somos mulheres sem grandes conhecimentos técnicos sobre, por exemplo, cabeamento dos equipamentos de tv, internet e toda essa parafernalha que torna nossa vida virtual possível.

Falávamos ontem sobre como cuidar de todas essas coisas do dia a dia de uma família classe média (sim, me toquei de que virei isso!!) pode ser tão irritante, e nos faz sentir coroas! Putz, outro dia eu nem pensava nesse fato!

Mas é isso... não dá pra viver sem pegar fila, ou engarrafamento. Sem ir ao supermercado, ou ao Detran. Não dá pra evitar exame de sangue em algumas situações, e fugir do dentista uma hora tem seu preço. Não dá pra mandar o chefe à merda (pelo menos não com a frequência que gostaríamos). E vou escrever sobre isso, porque sei que não sou a única que acha essas obrigações inevitáveis um saco.